
Acadêmica Fundadora
Cadeira: 15
patrono: Vanuiri Kaingang
Alcinda Maria Santos Stamato nasceu na região amazônica, no Estado do Pará, e tem ancestralidade ligada à etnia Tupinambá. No fim dos anos 1960, ingressou na UFPA, onde cursou Serviço Social e, na sequência, Antropologia Social no Museu Paraense Emílio Goeldi. Nesse período, realizou viagens de estudo e trabalho social na região amazônica, junto a estudantes de Medicina da UFPA.
Seu primeiro despertar para a educação ocorreu ainda na adolescência, quando conheceu o Método Paulo Freire e atuou como alfabetizadora de adultos na periferia de Belém. Nos anos 1970, para conhecer outras regiões e culturas brasileiras, seguiu para o Sul, o Centro-Oeste e, por fim, o Sudeste, fixando residência em Botucatu, onde vive há mais de 25 anos. Dando continuidade às suas investigações pedagógicas, especializou-se em Psicopedagogia e, com foco também nas artes, aprofundou-se na pedagogia Waldorf. É doula e, aos 79 anos, identifica-se como Avó Indígena Educadora.
Desde 2015, coordena o Espaço Dyuna-Rosa – Casa do Brincar, Sonhar e Saber, em Botucatu, onde “o Livre Brincar para Saber Criar” é prioridade. Naquele ano, o projeto foi reconhecido pelo MEC como “Plano de Ação Consistente no Caminho da Inovação e Criatividade na Educação Básica”.
Alcinda Maria Uruitá registra seus estudos e observações de forma artística. Seu trabalho mais relevante, a proposta teatral Mais Rima, Menos Prosa, teve resenha publicada nos anais da USP em 2003. Mais recentemente, dedica-se à divulgação de princípios da Educação Indígena em escolas, com vivências rítmicas para estudantes do Ensino Fundamental.
Seu propósito é compartilhar e retribuir ao mundo e à Vida o que Dela recebeu.
Prêmios ALB
Em breve.